Em geral, algumas pessoas têm percepções erradas em relação a sexualidade de pessoas que vivem com deficiência. Estas percepções podem afectar os seus relacionamentos, a sua auto-estima e capacidade de exercer a sua sexualidade.
Por isso, vamos abordar aqui alguns mitos mais comuns e falar um pouco sobre cada um deles.
Mito 1: As pessoas que vivem com deficiência são assexuadas.
Explicação: As pessoas que vivem com deficiência desejam ter conexões íntimas e relações sexuais como as pessoas que vivem sem deficiência. Eles podem ter qualquer orientação sexual, preferências individuais e desejo sexual.
Mito 2: As pessoas que vivem com deficiência não precisam de privacidade.
Explicação: Todas as pessoas têm direito à privacidade, isto deve ser respeitado em casa, na escola, no centro comercial, no supermercado e até mesmo nos centros de saúde ou de aconselhamento e testagem.
Mito 3: As pessoas que vivem com deficiência não têm a capacidade para dar consentimento.
Explicação: As pessoas que vivem com deficiência são capazes de dar ou não consentimento. Mesmo que a pessoa tenha uma deficiência que não lhes permita falar, este consentimento pode ser dado de outra forma e por isso é importante que a sua vontade seja respeitada.
Mito 4: As pessoas que vivem com deficiência não entendem os limites e comportamentos sexuais apropriados.
Explicação: A partir do momento que as pessoas que vivem com deficiência têm a educação, apoio e aconselhamento correcto, podem ter relações sexuais saudáveis e podem compreender como respeitar os limites e os comportamentos adequados a ter na prática sexual.
Mito 5: Pessoas que vivem com deficiência só namoram com pessoas que também vivem com deficiência.
Explicação: Todas as pessoas, independentemente de terem ou não uma deficiência, possuem os seus sonhos e necessidades de sexualidade e relacionamentos íntimos. Por isso, se uma pessoa que vive com deficiência relacionar-se com a pessoa certa e no momento certo, tem o direito de sentir-se amada e segura.